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sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Os Bundt cakes


Ouvi a palavra bundt pela primeira vez esta semana associada à palavra cake. Soaram logo todas as campainhas e mais algumas que há em mim e pronto está decidido, eu quero isto.  Procurei, li , li e procurei e eis que cheguei à conclusão que se trata de uma espécie de pound cake mas cozido numa forma com formas. Fica lindo. Acreditem vi imagens de fazer crescer água na boca.
Durante a minha pesquisa encontrei no blog cookingworld a história do Bundt cake. Para os que quiserem saber mais basta clicar no link. A autora do blog dá algumas recomendações importantes na confecção destas belezas.

Resumindo é assim:
  1. Verificar se existem todos os ingredientes da receita antes de iniciar a confecção.
  2. Todos os ingredientes da receita devem estar à temperatura ambiente.
  3. A manteiga deve estar a aproximadamente 20ºC, nunca derreter a manteiga. Para comprovar basta carregar com o dedo e este ficar marcado. Cuidado que no Verão a manteiga derrete com facilidade.
  4. Começar por bater muito bem a manteiga com o açúcar para permitir que a massa ganhe ar suficiente e cresça.
  5. Os ovos devem estar à temperatura ambiente, se por acaso se esquecerem, colocá-los numa bacia com água morna durante 5 minutos.
  6. Os ovos devem ser adicionados um a um, misturando entre cada adição.
  7. Depois dos ovos seguem-se os ingredientes secos que devem ser sempre peneirados.
  8. Os ingredientes secos (farinha, sal, fermento, bicarbonato de sódio) devem ser misturados suavemente para que não haja libertação de glúten e não se formem túneis.
  9. Os ingredientes líquidos (natas, buttermilk, crème frâiche, etc) têm de ser adicionados alternadamente com os ingredientes secos.
  10. A última adição é sempre de ingredientes secos.
  11. A forma tem uma forma especial e deve ser sempre untada e polvilhada.
  12. O forno deve estar pré-aquecido.
  13. O tempo de cozedura varia entre os 50 e os 60 minutos, depende no entanto do forno. O teste do palito nunca falha!
  14. Depois de retirar do forno deixar arrefecer sobre uma grelha sem desenformar durante pelo menos 10 minutos.
  15. Depois desenformar sobre a grelha e envolver com um saco plástico ou película aderente para que possa manter toda a humidade.
  16. Por norma estes bolos não têm muita decoração uma vez que as formas usadas cumprem muito bem esse papel.
Este fim de semana, que parece que vai ser muito chuvoso, vou experimentar uma receita de Bundt cake e vamos ver no que dá!

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Kenpo, Breve história

A palavra Kenpo entrou no meu léxico há alguns meses através do infantário da minha princesa. A pequena que a início não parecia muito entusiasmada com a coisa passou a adorar, em particular o sifu, a partir da primeira aula. Eu achei extraordinário desde logo e tentei contagiar a princesa sem grandes resultados. Bem haja sifu Alcindo pelo esforço e paciência que tem com o meu rebento. 
Para aqueles que nunca, como eu, ouviram falar de uma arte denominada Kenpo, deixo aqui um breve resumo de uma história maior.
Com raízes que remontam a 520 DC, a arte do Kenpo teve a China como Berço. Segundo os registos Canónicos do Templo de Lo-Yang, Bodhidharma era um Monge sobre a tutelagem de Prajnatara. Consta, que com o aproximar da sua morte, Prajnatara mandou chamar Bodhidharma para que este viajasse até à China, onde os valores do Budismo estavam em declínio. Bodhidharma viajou então até à China. Após uma viagem difícil e dolorosa a sua chegada à China terá sido em 496 AC, ao mosteiro de Shaolin-sí. Aí deu a conhecer a sua crença religiosa (dhyana) baseada na meditação pura. A Bodhidharma é também dada a criação do sistema de defesa pessoal, sem armas, que acabaria por ser origem de todas as outras artes (18 Mãos de Lohan).
O Kempo é uma arte marcial única, representa a capacidade de adaptação ao meio e à situação envolvente. A originalidade e realismo das suas técnicas, combinadas com o treino mental, elevam o praticante da arte a uma perfeita harmonia entre o espírito, mente e corpo. O Caminho do Punho, como também é conhecido, deve a sua implementação no Ocidente ao Grande Mestre James Mitose, 21º descendente do fundador do sistema Kosho Shorei Ryu Kenpo (Arte do Velho Pinheiro).
Mas o Kenpo/Kempo teve a sua verdadeira projecção com um dos cintos negros do Mestre James Mitose, falamos de William Chow fundador do Kempo Chinês que acabou por se tornar uma lenda, e 19 anos após a sua morte, muitos são aqueles que ainda seguem os seus ensinamentos.

O Professor William Chow havia sido iniciado nas artes marciais ainda muito jovem, aprendendo com o seu pai, Hoon Chow, o sistema de Chuan-Fa da família. Hoon Chow era um Monge de Shaolin que havia emigrado para o Havai a fim de melhorar as condições de vida. Como filho mais velho, William, aprendeu da forma tradicional os ensinamentos de Shaolin e após muitos anos de prática, com o regresso do seu pai à China, juntou-se ao Mestre James Mitose.
Mas a união foi curta, William Chow fundou, então, o seu sistema "Chinese Kara-Ho Kempo Karate" em referência à combinação dos sistemas Japonês e Chinês. O Kara-Ho Kempo acabou por se tornar um famoso sistema de defesa pessoal, e durante as décadas de 50/60 muitos foram os artistas marciais que viajaram até ao Havai para treinar com o Professor William Chow, tenso tido como alunos mais graduados,Edmund Parker, criador do Kenpo Americano; Adriano Emperado, criador do Kajukenbo e Samuel Alama Kuoha, herdeiro escolhido pelo Professor Chow para dirigir o sistema Kara-Ho.
Muitos foram os que quer através dos ensinamentos de William Chow, quer através de James Mitose, continuaram a treinar Kenpo/Kempo e a desenvolver sistemas mais actuais e modernos de defesa pessoal. (daqui)