Este blogue não adoPta o novo acordo ortográfico.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Inspiração

Para que sirva de inspiração.

«Grândola, vila morena»

À meia noite e vinte da madrugada do dia 25 de Abril de 1974, a «Grândola, vila morena» foi tocada no programa Limite da Rádio Renascença. Era a segunda senha de sinalização, confirmava o bom andamento das operações e despoletava o avanço das forças  organizadas pelo MFA (Movimento das Forças Armadas). A primeira senha, tocada cerca de hora e meia antes, às 22 horas e 55 minutos do dia 24 de Abril, foi a música «E depois do adeus», cantada por Paulo de Carvalho.
Para que todos estejamos preparados para a manifestação de 2 de Março aqui fica a letra,


Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade
Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena

Em cada esquina um amigo
Em cada rosto igualdade
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto igualdade
O povo é quem mais ordena

À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola a tua vontade
Grândola a tua vontade
Jurei ter por companheira
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Autor: Zeca Afonso

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Cidadania

O Daniel Oliveira escreve hoje um artigo sobre os resultados das eleições italianas. Há uma frase que retive e que me leva a pensar que talvez possa fazer um pouco mais para alterar o estado das coisas. 2 de Março é só o começo.

«(...)
A cidadania não é um like no facebook e uma graçola na urna de voto. É a nossa vida. A política pode ter-se transformado numa piada de mau gosto. Mas as únicas vítimas desta anedota serão os cidadãos comuns.
(...)»
Texto completo aqui

Mais quadros

Ainda na onda do Feng Shui aqui vão mais alguns quadros de que gosto. Está difícil escolher :(
Se calhar ainda faço um concurso aqui no blog! Isso seria muito à frente. Bah, estou a divagar e a delirar.





terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

O Povo é quem mais ordena


No Marquês ou numa cidade perto de si.
Não a esta política de assalto ao povo.
A palavra de cada um pode e faz a diferença.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Uma promessa é uma dívida

Ando bastante esquecida, e no que a aniversários de amigos e familiares diz respeito nem é bom pensar. A todos peço já as mais sinceras desculpas, é que o meu neurónio entra em curto e faz reset.
O meu cunhadão fez anos no passado dia 16 de Fevereiro e eu  ... esqueci-me mas só me lembrei pr'aí uns dois ou três dias depois. Bem para me redimir de tamanha falta, e sabendo o quanto ele é apreciador do Sr Chocolate prometi fazer-lhe um bolo do dito. Ficou escuro, molhadinho e grande. Desta vez resolvi cobri-lo com mascarpone mas um creme de brigadeiro também teria ficado divinal. Hei-de experimentar para a próxima vez.

Bolo de chocolate com creme Tiramisú

Para o bolo
Ingredientes
  • 3 chávenas de farinha branca de neve (Rótulo vermelho)
  • 3 1/2 chávenas de açúcar
  • 1 c. chá bicarbonato de sódio (costumo omitir)
  • 1/2 c. chá sal fino
  • 60g cacau em pó
  • 1 1/3 chávenas óleo de girassol
  • 1 1/2 chávena de buttermilk
  • 3 ovos
  • 1 chávena de café de café quente (facultativo)
  • Chocolate ou cacau em pó para polvilhar (facultativo)
Preparação

Pré aquecer o forno a 180ºC.
Untar e polvilhar a forma e reservar.
Juntar os ingredientes secos, com a excepção do sal, peneirar a farinha e misturar bem
Adicionar o óleo, o buttermilk e as gemas e bater bem com a batedeira. Juntar o café batendo sempre.
Bater as claras em castelo com o sal.
Envolver as claras no preparado anterior.
Deitar na forma previamente untada e vai ao forno 45 minutos ou até o palito sair seco.
Deixar arrefecer um pouco na forma antes de desenformar. Deixar arrefecer completamente sobre uma rede de pasteleiro antes de rechear.

Para o creme
Ingredientes
  • 2 ovos grandes
  • 250g de mascarpone
  • 6 colheres de sopa de açúcar em pó
Preparação

Bater as claras em castelo com duas c. sopa de açúcar.
Bater as gemas com o restante açúcar até obter uma mistura esbranquiçada.
Adicionar o mascarpone às gemas e misture bem.
Por fim envolver as claras em castelo na mistura de queijo.

Montagem

Cortar o bolo em duas ou três fatias. Colocar uma delas no prato de servir. Se quisermos um bolo mais húmido, regar com um pouco de chocolate quente ou café, consoante o gosto. Eu fiz com chocolate quente.
Colocar um pouco de creme e cobrir com a outra fatia e repetir o procedimento. Não esquecer de guardar creme suficiente para cobrir o bolo! No fim polvilhei com chocolate em pó.

Quosque Tandem Abutere Patientia Nostra?

Rita Veloso, filha de Ângelo Veloso, histórico dirigente do PCP, escreveu para o blog dos organizadores da manifestação de dois de Março o texto Quosque Tandem Abutere Patientia Nostra?

« Quando eu era criança, o meu pai vivia num forte que parecia um castelo.
E isso era normal — normal, quer dizer, era extraordinário! Mais ninguém tinha o pai a viver num castelo, rodeado de mar!
Era normal apanhar o comboio ou a camionete, de madrugada, aos fins de semana, para ir ao castelo visitar o meu pai. Ele enchia-me de prendas (que afinal era a minha mãe que levava), fazia-me desenhos, emoldurava os que eu fazia para ele e eu gostava. Era normal falar com ele através de um vidro com uma rede de metal e só raramente conquistar um colo, amansando com os meus lindos olhos de azul inocente o agente que vigiava a entrada do parlatório.
O meu pai era um preso político, o que queria dizer que não tinha sido preso por roubar bancos ou carros. Quando mais tarde prenderam um primo meu não percebi o alvoroço familiar: estar preso era normal. 
Um dia houve uma revolução e eu percebi que afinal normal era as pessoas não estarem presas e os colos serem um direito.
(...)
Queremos fazer a luta com cravos, mas não deixaremos de a fazer se os cravos não forem eficazes. Os nossos pais não tiveram medo e mostraram-nos que vale a pena. 

No dia 2 de Março sairemos à rua gritando «basta!» e exigiremos que nos devolvam o nosso país. Nesse dia, levaremos cravos.»

Texto na integra, aqui

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Rapidinho

Com o fim de semana aí à porta, quase a entrar tenho que partilhar uma receita fácil e rápida e sobretudo saborosa de muffins com o mui amigo escurinho, que eu cá não sou racista!
Não costumo decorar os muffins a não ser em dias de festa. Assim posso guardá-los fora do frigorífico. Mas a decoração fica ao gosto de cada um. Desde os flocos de coco, passando pelas pintarolas até ao creme de queijo ou de manteiga tudo vale. É só dar largas à imaginação.

Muffins de Chocolate

Ingredientes
  • 1 Chávena de farinha de trigo
  • Chávena de açúcar
  • 1/4 Chávena de chocolate em pó
  • 3/4 colher (chá) de bicarbonato
  • 3/4 Chávena de leite
  • 1/4 Chávena de manteiga
  • 1 colher (chá) de extracto de baunilha
  • 1 ovo

Preparação

Pré-aqueçer o forno a 180ºC.
Na tigela da batedeira, misturar tudo, excepto o ovo.
Bater na velocidade baixa apenas até incorporar.
Aumentar a velocidade e bata mais 2 minutos. Acrescentar o ovo, e bater novamente em velocidade alta mais 2 minutos.
Dividir a massa em 12 forminhas de muffins untadas ou com forminhas de papel (encher 2/3 da capacidade de cada forminha). Levar ao forno aproximadamente 15 minutos ou até que um palito inserido no meio saia limpo.
Deixar arrefecer um pouco na forma. Transferir para a grade para arrefecerem completamente antes de decorar.

O Povo Português

Daniel Oliveira resumiu e muito bem na minha opinião o povo em que nos tornamos.
Esta frase faz parte de um artigo publicado hoje no expresso.
E assumo também que tenho orgulho nos alunos do ISCTE que aproveitaram a oportunidade de se manifestarem expressando a sua indignação sempre de forma pacífica.
Ainda há esperança.

Eu e o Feng Shui

Quero pintar mais um quadro, mas desta vez bem mais piqueno que o anterior, que chiça deu trabalho! Ando com a tolaria do Feng Shui, oh deu-me para isto podia ter sido pior. 
Não, não estou fanática pela coisa que eu não sou miúda de levar as coisas muito à letra, tento sempre dar-lhe o meu cunho pessoal porque acho que é assim que tem que ser, mas ele há regras e princípios que têm de ser seguidos. Vai daí comecei a pesquisar na internet e minha nossa demasiada informação, algumas contraditórias que me puseram o neurónio em frangalhos. Li n coisas sobre o assunto, até que cheguei à fantástica conclusão que isto é difícil e não é para leigos, mas ... há sempre um mas, mas se usarmos o bom senso e mais uns posinhos de perlim pim pim conseguimos trazer um pouco do feng shui para as nossas vidas. E o Feng Shui é nada mais nada menos do que estar bem connosco próprios e com o mundo que nos rodeia. Simples não é verdade?! Sejamos felizes e fazemos os outros felizes mas sempre com equilíbrio  Ah pois é essa do equilíbrio é que não é fácil de atingir. 
Com tempo colocarei alguma da informação que consegui reunir até hoje, mas primeiro tenho que me organizar.
Gostei destes quadros para pintar, difícil vai ser escolher e pintar!











quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Chamando a Primavera

Apesar da primavera teimar em chegar e a chuva não se quer ir embora para já não falar do frio, fica aqui um miminho para quem gosta de trabalhar com feltro. 
Não há como uma borboleta para fazer lembrar a Prima ... vera. 
Aqui ficam os resultados e respectivos moldes.



Para a I

A caixa para lápis da I. Para dar cor ao quarto da princesa ou alegria à secretária da mamã.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

A voz de um povo

O povo é quem mais ordena, convém não esquecer e lutar sempre, não desistir. Desistir é morrer, é concordar com o que se passa, é aceitar ser roubado, de um dos mais básicos direitos, o de viver com dignidade.
Onde anda o povo do meu país?

Inimigo público

Se fosse eu a ser vaiada desta forma não iria conseguir deitar a acabeça na almofada e certamente que me demitiria. Mas isso sou eu que tenho alguns princípios, respeito por mim e pelos outros, vergonha na cara.
Gostei de ver. Estes jovens universitários do ISCTE mostram o que fazer quando não estão satisfeitos, vá lá povo, esquecestes o que é lutar? Pelo menos estes estão a esforçar-se para ter um canudo ao contrário de alguém.

Um pé especial

A princesa acha que pode ser uma bailarina, ou melhor é uma bailarina. Então aproveita e dança por todo o lado. Até uma saia de bailarina a mamã fez mas isso será assunto para um outro post. Neste quero mostrar um acessório que fiz para o saco da caderneta da pipoca. Um pé, mas não é um pé qualquer é de uma bailarina como convém a uma certa princesa. 
Muito fácil de fazer, linha, feltro em duas cores, pasta de enchimento e fita um bocadinho de tempo e dá nisto. Ela ficou encantada.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Caixa para lápis

A piquena ainda não está na escola propriamente dita, mas gosta de pintar e escrever e rabiscar e tal. Achei que ela precisava de um objecto giro para colocar os lápis de cor e não aquela caixa plástica que ela carrega cada vez que vai fazer uns trabalhos. É que no infantário também têm uma lata para os lápis e em casa népia. 
Apesar da escassez de tempo que reina por estes lados, aproveito todos os instantes para dar uso ao pincel. Não descansei enquanto não pus mão à obra e dei por terminada a caixa dos lápis da minha princesa. Eu acho que ficou gira. 
Aqui está o molde


e o produto final




segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Que fazer às sobras

Coloquei aqui há uns dias a receita de lasanha do mar. Na altura tinha feito dose dupla de recheio para mais tarde usar, uns bolinhos talvez.
Na sexta, arremeteu-se sobre mim uma onda de preguiça tão avassaladora que nem jantar me apetecia fazer. Estando os meus neurónios igualmente afectados da preguiça do meu corpo, até pensar no que fazer para o jantar estava a ser uma tarefa hercúlea. Dei por mim a abrir o frigorífico e deparei-me com o recheio da lasanha que, felizmente, ainda não tinha congelado. Vai daí fez-se-me luz, saco de duas placas de massa folhada do congelador que deixo descongelar, estendo uma delas, forro a tarteira, coloco o recheio, cubro com a outra placa já estendida e aí vai ela para o forno já quente a 220ºC. A massa folhada Auchan é muito boa, sequinha e bem mais barata que a da Iglo.
Uma sopa, uma salada colorida e arroz para quem quiser e jantarinho pronto. Vale ou não vale a pena fazer doses duplas de alguns recheios! Ah sim este foi ouro sobre azul.
Estas tartes são rápidas e fáceis de fazer, e podemos usar todo o tipo de recheio. Quaisquer sobras que andem pelo frigorífico podem servir para fazer uma refeição num instante.
Quando tenho bocados de carne que não chegam para uma refeição congelo para depois usar em recheios de tartes, quiches ou bolinhos.

Dia dos namorados é quando quisermos

Este fim de semana apeteceu-me experimentar uma receita de Bolo de chocolate da Leonor e ainda dentro do espírito de São Valentim fiz-lhe uma decoração alusiva. O bolo fica fofo, húmido, delicioso. Só há um senão, faz buecas de migalhas mas nada se desperdiça.
Eu resolvi cortar um pouco ao açúcar mas se tivesse colocado todo não seria despropositado uma vez que o cacau é amargo. Ficou óptimo na mesma mas não tão doce.

Bolo de chocolate



Ingredientes
  • 60 g de cacau (100%, sem açúcar)
  • 100 g de manteiga
  • 120 ml de óleo de girassol
  • 250 ml de água
  • 350 g de açúcar
  • 225 g de farinha T55
  • 1.25g de sal fino
  • 8g de fermento
  • 2 ovos, batidos
  • 120 ml de leite
  • 2.5g colher de chá de bicarbonato de soda
  • 5g colher de chá de extracto de baunilha
  • Açúcar em pó para polvilhar

Preparação

Pré-aquecer o forno a 180º C.
Untar com manteiga e forrar com papel vegetal uma forma com cerca de 22 cm de diâmetro.
Misturar o cacau, a manteiga, o óleo e a água num tacho e levar ao lume até ferver.
Retirar do lume e juntar o açúcar e a farinha, mexendo bem.
Bater os ovos, o leite, o bicarbonato e a baunilha numa taça e juntar ao preparado anterior, misturando bem.
Deitar a massa na forma e cozer durante cerca de 50 minutos, ou até que um palito inserido no centro do bolo saia seco.
Retirar do forno e deixar arrefecer durante cerca de 10 minutos antes de desenformar.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

O povo é quem mais ordena


Esta manhã mais de 40 pessoas intervieram na Assembleia da República, a meio da sessão Plenária, cantando "Grândola Vila Morena" durante a intervenção do primeiro ministro.

Girassóis

São meus, os girassóis que adoro, feitos essencialmente por mim e para mim. Et voilá, finalmente, a master peace, a primeira, está terminada. Se eu não gabo ninguém o faz. Estão aqui muitas horinhas de trabalho, não direi sangue suor e lágrimas que eu até gostei, mas mais para o fim a coisa começou a arrastar-se. Mas agora sim. E não é que estou mui satisfeita com o resultado! Vou continuar na pintura de telas, mas a próxima será obrigatoriamente mais pequena, esta é demais.


 Um pormenor dos girassóis ... e as folhas lindas, a Céu consegui dar-lhes o volume que precisavam.


Esta vai para o centro Feng Shui cá de casa, foi especialmente criada com este fim.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

O dia em que entrei na viagem da minha vida

Não é por ser o dia de São Valentim, que esse é quando quisermos, mas porque por acaso é o nosso dia, o dia 14 de Fevereiro.
É a lembrança do dia em que a minha, ou melhor, a nossa vida começou, não em passinhos pequenos como convinha  e seria recomendável mas em passos de gigante como tinha que ser, o amor é assim.
Já lá vais mais de uma década, às vezes parece que foi ontem outras que estamos assim desde sempre. Não espero para dizer que te amo apenas neste dia, digo-o sempre, às vezes apenas em pensamento, quando estás longe, outras a olhar-te nos olhos mas sempre recordada do teu sorriso, da tua gargalhada, do teu abraço, do teu cheiro, de ti. 
Dizer-te que és a minha vida e que sem ti ela não tem sentido, não chega, terei que gritar aos quatro cantos do mundo e mesmo assim não será suficiente. 
Dizer-te que és o meu anjo da guarda, a mão que me segura e conforta.
Dizer-te que ver-te feliz me faz feliz.
Porque não apenas hoje, todos os dias são bons para te dizer, AMO-TE. 

Menu Valentim

Não tenho por hábito comemorar o dia dos namorados, apesar de para este par ser uma data com um significado muito especial, não o dia de São Valentim mas o dia 14 de Fevereiro. Para ser sincera já lá vão uns nove ou dez anos desde a última vez que fomos jantar fora no dia de São Valentim. Claro que faço sempre um jantar caprichado e tal, mas os meus amores agora são três e fica complicado jantar fora, a logística é complicada em particular num dia de semana.
Este ano tive que antecipar a data, o meu outro eu está ausente a 14.
Fiz uma lasanha do mar, e desta vez fiz uma dose dupla de recheio para usar numa outra altura. Talvez faça uns pasteis de massa de iogurte.
O recheio da lasanha pode ser feito de véspera para não ficar tudo para o dia. Como sobremesa fiz um bolo de maçã com ananás, da Leonor. Não tinha a forma refractária, mas não desarmei e usei uma tarteira de pirex, funcionou lindamente. Quem não tem cão, caça com gato! Também o deixei cozer mais um pouco para ganhar cor. É, sem dúvida alguma, uma delícia.

Lasanha do mar

Ingredientes

  • 500g pescada para cozer
  • 1 embalagem de massa para lasanha
  • 100 g de miolo de camarão
  • 150 g de delícias do mar
  • 1 cebola
  • 3 dentes de alho
  • 1 lata de tomate pelado
  • 1 cenoura
  • 1,5 dl de azeite
  • 1 colher (sopa) de salsa picada
  • 150 g de queijo mozzarella ralado 
  • Sal  q.b.
  • Pimenta preta moída q.b.
Molho béchamel:
  • 1 L de leite 
  • 100 g de creme vegetal 
  • 3 colheres (sopa) de farinha 
  • Sal q.b.
  • Pimenta preta moída q.b.

Preparação


Deixe descongelar ligeiramente as postas de pescada. Depois deite-as para um tacho, junte água fria, tempere com sal e leve ao lume até ferver. Desligue o lume e deixe arrefecer dentro da água.
Limpe a pescada de peles e espinhas. Descasque a cebola, os alhos e a cenoura. Pique a cebola e os alhos e deite para um tacho. Adicione o azeite e leve ao lume. Deixe cozinhar até a cebola ficar macia. Junte a cenoura ralada e o tomate picado. Misture e deixe cozinhar em lume brando durante 10 minutos.
Acrescente a pescada, o miolo de camarão, as delícias do mar cortadas em pedaços pequenos, a salsa picada e misture delicadamente.
Prepare o molho béchamel: leve ao lume um tacho com o creme vegetal e deixe derreter. Junte a farinha e mexa bem. Acrescente o leite aos poucos, mexendo sempre até obter um creme liso. Tempere com sal e pimenta.
Coza as placas de lasanha em água a ferver, temperada com sal e com um fio de azeite, durante cinco minutos. Depois, retire-as e deixe-as escorrer em cima de um pano de cozinha. Adicione um pouco de molho béchamel ao preparado da pescada até obter uma mistura cremosa. Verifique o sal e junte uma pitada de pimenta.
Ligue o forno a 180°C. Num prato de forno coloque camadas alternadas de placas de lasanha e do preparado, sendo que a última camada deve ser de massa. Cubra com o resto do molho béchamel e polvilhe com o queijo mozzarella ralado. Leve ao forno até ficar dourada. Retire, deixe arrefecer e sirva.


Bolo de maçã e ananás

Ingredientes

  • 490 g de ananás (usei em calda)
  • 300 g de maçã lavada, descascada e descaroçada (usei reineta)
  • 50 g de açúcar
  • 125 g de farinha de trigo T55
  • 4 g de fermento químico
  • 75 g de açúcar
  • 75 g de manteiga fria, cortada em cubos (usei becel cozinha)
  • 90 ml de leite
  • 1 ovo batido
  • Açúcar em pó para polvilhar

Preparação

Pré-aquecer o forno a 180º C.
Preparar uma taça refractária de aproximadamente cerca de 29 x 18 cm.
Cortar a maçã e o ananás em pedaços, misturar com o açúcar e colocar na base da taça.
Misturar a farinha, o fermento e o açúcar.
Adicionar a manteiga e trabalhar com a ponta dos dedos até obter uma mistura granulosa.
Juntar o leite e o ovo, misturando apenas até ligar todos os ingredientes.
Colocar a massa por cima da fruta espalhando-a uniformemente.
Levar ao forno durante cerca de 35 minutos ou até que a massa esteja cozida e dourada.
Retirar do forno e servir morno, polvilhado com açúcar em pó.

Revolução a partir de um hotel 5 estrelas

Quanta verdade nas palavras desta senhora.
Vejam aqui o discurso de Beatriz Talegón, secretária geral das juventudes Socialistas de Espanha na Europa e da União Internacional das juventudes Socialistas na recente reunião da Internacional Socialista que ocorreu no Estoril.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Enquanto esperamos ... treinamos

Ainda não há fumo branco, mas podemos começar a treinar.


Um acto de coragem

Nunca fui com a cara do ainda actual Papa. Não sei, falta-lhe aquele ar afável e paternal que durante uma vida vi no rosto do anterior. Mas devo dizer que admiro a coragem deste em admitir que já não se encontrava na posse de todas as suas capacidades e por esse motivo resigna ao cargo. Sim é um cargo como o de outro qualquer político. Convém não esquecer que o Vaticano é um estado. 
Admiro-me e sinceramente não estava à espera que isso acontecesse, não que me fizesse ou não alguma diferença. Mas atrevo-me a dizer que este senhor com todas as suas virtudes e defeitos, como  qualquer comum mortal teve a capacidade e o discernimento de colocar um ponto final numa trajectória que ele já sentia capaz de acompanhar. 
Sempre achei que o Papa anterior deveria ter renunciado atempadamente, este teve a coragem de o fazer.

Ai que não me aguento

Estou de rastos. Hoje parece uma segunda feira, mas uma muito má. Não está fácil isto. É nestas alturas que se me achega o pensamento de que ser dona de casa e mãe a tempo inteiro não deve ser mau. O que vale que isto passa-me ao fim de alguns segundos de devaneio. Deve ser da chuva que está a queimar-me os fusíveis ou isso ou o facto de ainda serem seis da manhã. Vou tomar um café a ver se ressuscito das cinzas qual Fenix.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Consolo para dias frios

Segundo os senhores do Instituto do mar e da atmosfera, parece que se avizinha um fim de semana prolongado, para uns e outros, frio e húmido. Recordo que na semana passada, deixei a receita de um curd de limão e como sugestão disse que poderia ser óptimo para acompanhar scones. Nada melhor do que um chá quentinho e uns scones fumegantes numa tarde fria, muito fria.
Se bem que os scones podem, na minha opinião, ser acompanhados com quase tudo, até com queijo derretido ficam maravilhosos, com um chá sabe bem um docinho. E com este tempo frio o doce aquece a alma e o coração.

Scones

Ingredientes

  • 500g farinha
  • 1c. chá sal
  • 1c. sopa de fermento em pó
  • 5c sopa açúcar
  • 40g manteiga
  • 1 chávena de leite
  • 1 ovo grande

Preparação

Ligar o forno a 200ºC.
Numa tigela misture a farinha com o sal, o fermento e o açúcar. 
Derreta a margarina com o leite.
Abra uma cova no meio da farinha e deite aí a margarina derretida e o ovo batido. Mexa rapidamente com uma colher de pau até ficar tudo ligado.
Colocar montinhos de massa num tabuleiro forrado e levar ao forno 10 a 15 minutos.

O maior truque de magia

Nem mesmo David Coperfield conseguiria fazer desaparecer um banco inteiro.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Atum

No outro dia, cheguei a casa, tarde e com pouca vontade para fazer o jantar. Tinha-me esquecido de tirar algo e estava tudo congelado. Não me apetecia peixe cozido, not in the mood for that. Lembrei-me de atum e talvez uma tarte. E assim foi. O resultado foi bastante satisfatório. Gosto deste tipo de comidas porque posso programar o forno se tiver que sair e têm a vantagem de se poder aquecer sem ficar com um aspecto seco. Já tenho almoço!

Tarte de atum

Ingredientes

  • 1 placa de massa folhada
  • 2 latas de atum
  • 2 tomates maduros pequenos e pelados
  • 1 cebola grande
  • 2 batatas médias
  • 150g quejo mozarella em cubos
  • 200ml natas
  • 3 ovos
  • Azeite
  • sal qb

Preparação

Descascar e cortar as batatas em cubos, cozê-las durante 10 minutos. Escorrer e reservar. Não deixar cozer demasiado.
Cortar a cebola em rodelas fininhas e refogar num pouco de azeite até ficar cozida.
Pelar os tomates, cortar em cubos e adicionar à cebola. Deixar estufar um pouco.
Adicionar o atum escorrido e meio desfeito, as batatas e envolver cuidadosamente. Reservar.
Estender a massa e forrar uma tarteira.
Bater os ovos e as natas para misturar bem.
Adicionar o queijo ao atum, misturar. Espalhar a mistura de atum sobre a massa.
Regar com a mistura de ovos.
Vai ao forno pré aquecido a 200ºC até ficar dourada.
Servir com uma boa salada.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Filetes estaladiços

Gosto de filetes. Eu sei, são fritos e coisa e tal e o castrol que nos entope as veias etc e tal e o coiso. Aceito, mas eu raramente como fritos e isso não impede o meu colesterol de se armar em parvo. Havia meses que não se comiam destas coisas e de quando em vez não mata. Vai daí resolvi fazer um mimo para os meus pimpolhos e fazer uns filetes de pescada. Ora os meus filetes não levam aquela polme que habitualmente se usa, não levam porque eu não gosto, e pronto. Não fui habituada a tal, mãe adorada fazia e faz os melhores filetes do mundo, e sempre crocantes e estaladiços mas com pão ralado qual panado. Estavam fantásticamente estaladiços como todos nós gostamos.

Filetes de pescada

Ingredientes
  • Filetes de pescada chilena (são os mais suculentos)
  • Sal
  • Limão, sumo
  • Alho
  • Pimenta preta
  • Leite
  • Farinha
  • Ovos batidos
  • Pão ralado (uso este)
  • Óleo para fritar, uso becel

Preparação

Descongelar os filetes no frigorífico, de preferência de um dia para o outro. Cortar os filetes em pedaços. Temperar com sal, pimenta, alho picado, leite e por fim o sumo de limão. Deixar umas horas.
Na hora de fritar aquecer bem o óleo, mas não em demasia para não queimar. 
Passar os filetes pela seguinte ordem, farinha, ovo, pão ralado.
Fritar até ficarem dourados, e escorrer em papel obsorvente.
Costumo regá-los com um pouco de sumo de limão
Servir com um arroz de legumes e uma salada colorida.

A porca da política

Trata-se de mais um dos muitos artigos de opinião que Daniel Oliveira vem publicando no Expresso. Gosto do que escreve, como escreve e sobretudo da forma clara e concisa com que expõe os factos. 
Este artigo tem como base o último filme de Steven Spielberg, Lincoln. Tudo, para no fim concluirmos que a política é mesmo porca. Sim, concordo que não é possível mudar o mundo sem cometer erros, viver é errar, mas o que se espera é que aprendamos com os erros, políticos incluídos. 

« (...) 
Todo o filme (os factos históricos são obviamente muito mais complexos) é feito para nos levantar a eterna questão: os fins justificam os meios? E nada melhor do que fazê-lo com o mais nobre dos fins e os mais escorregadios e menos brutais dos meios. Só assim é que é difícil responder. A minha resposta de princípio é esta: não, os fins não justificam os meios. Porque os meios carregam em si os fins. O caminho que escolhemos determina onde chegamos. Lá está: se nos esquecemos de olhar para bússola acabaremos por chegar a um destino bem diferente do que tínhamos definido. De desvio em desvio, para tornear cada montanha, rio ou pântano, acabaremos por nos esquecer para onde íamos. Esta é a resposta fácil. Mas as coisas estão algures no meio. Sabe-o qualquer radical. Radicalismo e pragmatismo não são incompatíveis.

É desta tensão entre o que queremos e o que estamos dispostos a fazer para lá chegar que a política vive. Em que se relativizam valores fundamentais, sempre na esperança de não se perder, no meio, tudo aquilo pelo qual se lutou. Não, nem tudo se pode fazer por uma grande causa. Há fronteiras que se se esbatem nunca mais voltam a existir. Mas não, não há políticos puros nos seus princípios. Todas as grandes conquistas civilizacionais, as melhores que cada um possa imaginar, não dispensaram tácticas, truques, dissimulações, mentiras, ultrajes e muito cinismo. Só não suja as mãos quem nunca as põe na lama. E quem não se quer sujar raramente muda seja o que for. Morre tão puro como inútil. Guarda os seus valores sem nunca os ver prevalecer.

Tenho consciência dos perigos que todo este pragmatismo nos pode trazer: a vitória do pior do cinismo político e a justificação de todo o tipo de atropelos à ética. Mas essa é a vantagem deste filme: um manifesto contra a infantilidade política que se limita a reger por postulados morais, ignorando que as coisas são sempre mais complicadas do que o "bem" e o "mal", o "certo" e o "errado". O filme pode não ser brilhante, mas é muitíssimo pedagógico. A política pode ser, como a vida, muito porca. Não é feita para estátuas. Mas só ela, às vezes no meio da lama, pode melhorar as nossas vidas e transformar princípios minoritários e radicais em práticas e leis consensuais.
Fonte: Daniel Oliveira, aqui»

O Mel


Não, não é o Gibson, é mesmo aquela substância viscosa, doce e mui saborosa. Quais suplementos vitamínicos, xaropes e comprimidos qual carapuça. Mel, meus caros, a solução está no mel.

O mel é o único alimento que não se estraga e a mistura de mel e canela cura a maioria das doenças.
O mel é produzido em quase todos os países do mundo. Apesar de ser doce, a ciência demonstrou que, tomado em doses normais como medicamento, o mel não faz mal aos diabéticos. Mas ele vai além das suas propriedades fantásticas, apresentando inúmeros benefícios. Ora vamos lá ver quais são:

Doenças do Coração

Faça uma pasta de mel com canela. Coloque no pão e coma-o regularmente ao pequeno-almoço, em vez de manteiga e geleia.

Ela reduzirá o colesterol das artérias e prevenirá problemas no coração.

Também previne novos enfartes nas pessoas que já tiveram um antes.

O uso regular deste processo diminui a falta de ar e fortalece as batidas do coração.

Nos Estados Unidos e Canadá, utiliza-se esta pasta continuamente nos lares. Descobriu-se que o mel com canela revitaliza e limpa as artérias e veias dos pacientes idosos.

Artrite e infecções dos rins
Misturar uma chávena de água morna com 02 colheres de mel e 01 colherinha de canela em pó. Beber uma chávena de manhã e outra à noite.

Se tomar com frequência pode até curar a artrite crónica, além de eliminar os germes que produzem infecção nos rins.

Numa pesquisa feita na Universidade de Copenhaga, os médicos deram aos seus pacientes diariamente, antes do pequeno-almoço, 01 colher de mel e meia colher de canela em pó.
Numa uma semana, dos 200 pacientes que seguiram o tratamento, 75 deixaram de ter dores.
Um mês depois, todos os pacientes estavam livres da dor, mesmo aqueles que quase já não conseguiam caminhar.

Colesterol
2 Colheres de mel com 03 colherinhas de canela misturados em meio litro de água.
Tomar 03 vezes ao dia.
Isto reduz o colesterol em 10%, em duas horas.

Tomado diariamente, elimina o mau colesterol.


Constipações
Para curar completamente a sinusite, tosse crónica e constipações, misturar 01 colher de mel com 01 colherinha de canela em pó e tomar com frequência.

Dor de garganta

1 Colher de mel, misturada com meia colher de vinagre de sidra.

Tomar de 4 em 4 horas.


Perda de peso

Diariamente, meia hora antes de deitar e meia hora antes do pequeno-almoço, beba uma chávena de água com mel e canela.

Se beber todos os dias, reduz o peso até de pessoas muito obesas.


Retardador  do envelhecimento

Misture 01 colher de canela e 03 chávenas de água.

Ferva para fazer um chá. Quando amornar, coloque 04 colheres de mel.

Beber um quarto (1/4) de chávena, 03 ou 04 vezes ao dia.

Mantém a pele fresca e suave, e, diminui os sintomas da idade avançada.

Beber este chá prolonga a vida e até uma pessoa de 100 anos pode melhorar muito e se sentir como alguém muito mais jovem.


Perda de cabelo

Os que sofrem de calvície ou estão a perder o cabelo, podem aplicar uma pasta de azeite (aqueça-o até uma temperatura suportável à pele), 01 colher de mel e 01 colherinha de canela em pó, no couro cabeludo.

Deixar por 15 minutos antes de lavar.

Foi comprovado que é eficiente mesmo quem deixar a pasta na cabeça somente 05 minutos.


Dor de dentes

Fazer uma pasta com 01 colherinha de canela e 05 colherinhas de mel e aplicar no dente que dói. Repita pelo menos 03 vezes ao dia.


Picadas de insectos

Misture 01 colherinha de mel, 02 colherinhas de água morna e 01 colherinha de canela em pó.

Faça uma pasta com os ingredientes e esfregue-a suavemente sobre a picada.

A dor e a comichão irão desaparecer em um ou dois minutos.


Diversos
A mistura de mel com canela alivia os gases no estômago, fortalece o sistema imunológico e alivia a indigestão.

O mel não deve ser fervido.


Fonte: Revista 'Weekly World New' - Canadá (17/01/1995)
Encontrei aqui

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Mais um passo em direcção à luz

Já tinha dito que a cirurgia do M correu bem, conseguiram retirar o tumor o que foi confirmado posteriormente pela ressonância magnética.
Na sexta feira o M saiu dos cuidados intensivos e já foi para o quarto. Ficou com algumas sequelas como seria de esperar mas em que ninguém queria acreditar.
O M, não engole nem mastiga e o seu lado esquerdo está paralisado. Mas isto é apenas um revés na sua caminhada para a cura. Sim, porque ele vai conseguir ultrapassar tudo isto.
Ontem, quase uma semana depois, já pode ter colinho dos papás. E como é bom. 
Hoje, dá-se o primeiro passo na recuperação das capacidades perdidas, inicia-se terapia da fala. 
Na próxima semana, quissá já neste fim de semana, é provável que já possa receber visitas. 
Mais um passo de gigante para o pequeno M. Vá lá força campeão a meta está já ali ao virar da esquina. É só seguir a luz.

Ainda há surpresas

Ontem deu-me os apetites de comer algo que já não comia há anos, jardineira. E o curioso é que ao fim de mais de uma década de casamento, descobri que não é um prato que a minha outra metade aprecie. Ele ainda me surpreende! 
Chego a casa, tiro uma parte de carne de vaca do congelador, coloco umas pedrinhas de sal por cima para acelerar a descongelação, tal qual nas estradas com neve e é só esperar. Enquanto isso trato de umas outras coisas que tinham ficado pendentes do fim de semana. Não sei porque insisto em ter altas expectativas quanto ao tempo disponível para fazer um sem número de coisas no fim de semana e nunca ou quase nunca consigo atingir a minha meta. Tenho que reduzir à lista de afazeres. Voltando à vaca fria, estava eu a tratar dos pendentes quando me lembrei que também não tinha sopa feita. Pára tudo e ingressa num novo projecto miúda. E entre tachos e panelas, descascar legumes para a sopa, congelar o feijão que tinha cozido na véspera em doses para a sopa, cortar carne aos bocadinhos e estufar a dita, o resto do dia passou num ápice. A dita cuja, atrevo-me a dizer que ficou uma delícia, os piquenos gostaram. Modéstia is my middle name!
Eu fiz uma boa quantidade de carne estufada para congelar metade, rentabilizar o tempo e a energia.

Jardineira de carne

Ingredientes

  • 500g Carne de vaca
  • 1 cenoura
  • 2 tomates maduros pelados
  • Uma chávena de ervilhas
  • 1 cebola grande
  • 2 dentes de alho
  • 4 batatas em cubos
  • 2 dl água
  • 1 ramo de Salsa fresca
  • Azeite q.b.
Preparação

Cortar a carne em bocados pequenos.
Picar a cebola e o alho, colocar num tacho com um pouco de azeite e deixar amaciar. Adicionar a carne e saltear um pouco. Adicionar a cenoura aos bocadinhos, o tomate partido em cubos, a salsa e a água. Deixar estufar. Quando a carne estiver a ficar macia adicionar as ervilhas e as batatas aos cubos. Rectificar os temperos e deixar cozer as batatas. Adicionar um pouco mais de água se necessário. Se tiver muita calda destapar a panela para evaporar e o molho ficar mais espesso. Servir com tostas ou pão torrado. Bom apetite.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Bordados de Viana

Continuo nas artes manuais. Desta vez, enveredei pelo bordado de Viana. O Primeiro trabalho foi num pano de lençol já antigo, muito difícil de trabalhar mas, e após muitos interregnos lá terminei a obra. Nesta segunda incursão optei por um tecido mais fácil de trabalhar, o linho. Devo dizer que valeu bem a troca, muito mais fácil. As linhas que usei são do século passado, algumas com mais de 50 anos, naturalmente compradas na bela Viana.
Ainda não terminei, mas já dá para antever o resultado, será sem dúvida um belo pano de tabuleiro. E não me vou ficar por aqui, quero mais coisas. Estou a gostar de fazer isto, relaxante e útil. Ele há melhor terapia?!


Gostava de aprender a fazer os lenços dos namorados, mas estou com muitas dificuldades em encontrar os riscos, se alguém tiver algum que pudesse partilhar eu ficaria muito grata.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Para usar e lambusar

Hoje resolvi que não iria deixar a receita típica de um bolo ou algo semelhante. 
Optei por um Lemon curd. Serve como compota para as torradas, fica que é um mimo nos scones quentinhos que vão lindamente com um chá. O limão pode ser substituído por lima, tornado-se assim menos ácido. Até já o usei como cobertura para bolo e foi um sucesso. Desde que esterilizem os frascos da mesma forma que se faz nos doces, aguenta bastante tempo no frigorífico.
Aqui fica a receita

Curd de Limão

Ingredientes
  • 100ml de sumo de limão
  • 200g de açúcar
  • 100g de manteiga
  • raspa de 2 limões
  • 1-2 gotas de corante alimentar amarelo (opcional)
  • 3 ovos

Preparação

Numa caçarola levar ao lume o sumo de limão, a raspa, o açúcar, a manteiga e o corante (opcional), até derreter o açúcar e iniciar a fervura. Desligar.
Bater, à parte, os ovos e juntar lentamente, através de um passador fino, à mistura anterior ligeiramente arrefecida.
Mexer bem, levar novamente ao lume, mexendo sempre, até levantar fervura. Cozinhar durante uns 5min ou até que o creme se agarre às costas da colher de pau, isto é, ganhe ponto.

Encher frascos esterilizados, e guardar no frigorífico.
Rende 500ml.

Que nos sirva de exemplo

A Islândia é o exemplo do que a determinação, a vontade e o empenho de um povo pode fazer.

« O banco islandês Landsbanki, na sua bebedeira de oferta de crédito, criou o Icesave. Uma espécie de banco virtual onde os clientes estrangeiros, sobretudo holandeses e ingleses, puseram muito dinheiro em troca de juros impossíveis. A banca islandesa, sempre aparada pelo governo neoliberal que tratou da sua privatização, colapsou. O islandeses revoltaram-se e o governo caiu. Os governos britânico e holandês decidiram pagar (...) E apresentaram a factura aos contribuintes islandeses.
(...) Quando o governo se preparava para começar a pagar os astronómicos estragos da banca, o presidente Ólafur Grímsson decidiu referendar a decisão. Todos os governos europeus, todas as instituições financeiras e quase todas as forças com poder na Islândia, incluindo o governo e a maioria do Parlamento, foram contra a sua decisão.
(...) Os islandeses votaram. 92% disseram que não pagavam. E, mesmo depois de um segundo referendo, não pagaram. 
(...) Contrariando a posição de uma equipa de investigação da própria intuição e as temerosas autoridades judiciais da Islândia, que defendiam "um mínimo de compensação aos Governos britânico e holandês", o tribunal da EFTA isentou, esta semana, a Islândia de qualquer pagamento ao Reino Unido e Holanda.
(...) Há coisas imorais que se naturalizam. Usar os dinheiros dos contribuintes para salvar os bancos das suas próprias asneiras foi uma delas. 
(...) Afinal, a Islândia saiu-se bem. Saiu-se bem na economia, já abandonou a austeridade, está a mudar a Constituição no sentido exatamente inverso ao que se quereria fazer por cá e manteve a sua determinação em não pagar as dívidas contraídas por empresas financeiras privadas, tendo sido, no fim, judicialmente apoiada nesta decisão. Porque o governo islandês assim o quis? Não. Pelo contrário. Porque as pessoas exigiram e mobilizaram-se. E as pessoas, até na pacata Islândia, podem ser muito assustadoras.
Por cá, o mesmo banqueiro que se estava a afundar (parece que tinha comprado demasiada dívida grega) e que disse que os portugueses "aguentam" mais austeridade, recebeu dinheiro de um empréstimo que somos nós todos que vamos pagar, apresentou lucros excelentes e até vai comprar, imagino que com o nosso próprio empréstimo, dívida nacional. Ou seja, empresta ao Estado o que é do Estado e cobra juros. Porque nós aguentamos.»

Artigo do Daniel Oliveira aqui.