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segunda-feira, 12 de novembro de 2012

A dama de ferro

A chanceler alemã está de visita a este jardim à beira mar plantado. Muitas vozes se levantam e clamam que seja banida. Eu também já o fiz no calor da discussão e com muita indignação à mistura. 
Mas, agora que me debruço sobre o assunto, chego à conclusão que a Sra Merkel está nada mais nada menos a fazer o seu papel. O papel para o qual foi mandatada pelo povo alemão, ou pelo menos por aqueles que votaram nela. Está a lutar pelos interesses do povo, do seu país, pelos seus próprios interesses e convicções. Pena tenho eu que aqueles que dizem governar-nos e apenas se governam não façam o mesmo. 
Porque é que os nossos políticos não colocam os interesses do país e do povo na sua agenda e não apenas e tão somente os seus próprios interesses? Se lutassem por Portugal como a Sra Merkel luta pela sua Alemanha talvez não tivéssemos chegado a esta situação de pobre pedinte. Não vou dizer que o que a Sra Merkel está a fazer tudo bem, vejam-se as estatísticas apresentadas no programa 6ª às 9 da RTP sobre o desemprego e a precariedade no emprego. A ser verdade daqui a duas décadas 20% da população idosa estará de tanga.
Aceito que se considere uma afronta algumas das declarações da Sra relativas à austeridade. Mas fomos nós que elegemos os nossos representantes desde que a democracia vigora. Somos nós também os culpados por colocar esta corja de chupistas gananciosos no poder cujo o objectivo é apenas governar-se  e não governar. 
Somos realmente tão pacatos e de brandos costumes que os senhores em São Bento e na assembleia da República fazem o que querem. Tiram-nos o pão da boca e o povo nem tuge nem muge, aceita. Quando é que o povo acorda? Quando é que a casa dos segredos e a novela das nove deixa de ser mais importante do que aquilo que está realmente a passar-se no país e nos afecta de sobremaneira? 
Parece que o ditador António Oliveira Salazar tinha razão "O que o povo quer é fado, futebol e um garrafão de vinho tinto." agora basta juntar a novelinha da treta e os reality shows e continua tudo igual. Acordem povo do meu país. Vamos à luta para o bem de todos nós.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Pequenos cozinheiros em acção

Era um feriado chuvoso e triste. A princesa tinha a veia culinária em ebulição e queria fazer um doce, «... e que tal umas bolachinhas?».
Até que era boa ideia, vamos ver o que há. Pois é, penúria, nem um ovo para amostra. Mas eis que se fez luz. Eu e o meu pequeno príncipe fizemos há uns anos atrás, num dia igualmente frio e chuvoso como este primeiro de Novembro, uns biscoitos de nata e, se não me falha a memória eram bem bons. 
Para além de serem fáceis de fazer, não levam ovos e os pequenos cozinheiros podem literalmente colocar as mãos na massa. Os sucessivos testes de qualidade a que a massa é sujeita são garantia de um produto de primeira. Ficaram muito bons. 
Tão bons que uma das fornadas, seguiu a pequena cozinheira para a escola no dia seguinte. Só sei que a caixa dos biscoitos voltou vazia.

Biscoitos de nata


Ingredientes

o   1 pacote de nata, 200ml
o   1 colher de sopa cheia de açúcar
o   colher de sopa) de manteiga sem sal
o   colher de sopa) rasa de fermento em pó
o   3 chávenas de chá de farinha de trigo
o   ½ colher de chá de sal
o   açúcar cristal para envolver os biscoitos

Preparação

Misture bem a nata, a manteiga, o sal, o açúcar e o fermento. Usamos nata mimosa com 10% de gordura.
Junte a farinha aos poucos, amassando sempre até formar uma massa bem fofa, que não agarre nas mãos. Enrole os biscoitos no formato desejado, passe no açúcar cristal e coloque em uma forma untada com manteiga ou forrada com papel vegetal. Nós fizemos pequenas bolas que achatamos ligeiramente.
Coza em forno moderado por 30 minutos (ou até que estejam dourados).